Os animais mostrados nas figuras de 1 a 10 são irmãos completos, produtos de transferência
de embriões da mesma idade, e que, apesar de terem recebido o mesmo manejo nutricional
e sanitário, apresentam desenvolvimento bem diferentes. Quando vistos de perfil,
observa-se, com grande evidência, o maior desenvolvimento das massas musculares
no animal biótipo referência (A) em relação ao animal da Fig. 2 (B). Essa superioridade
muscular pode ser observada tanto na região da paleta, assim como no revestimento
das costelas, garupa e culote. O grau de acabamento da carcaça (gordura) é também
superior ao animal a em relação ao B.
Na observação dos detalhes do dianteiro, fica evidente o maior comprimento das costelas
do animal A. Consequentemente, tem-se um melhor revestimento muscular de todo o
dianteiro. Note-se que o cupim (giba) também é um músculo que se destaca no animal
A em relação ao do animal B. Pela observação do osso da canela, verifica-se, também,
superioridade na estrutura esquelética do animal A.
Vistos de frente, os contrastes de desenvolvimento muscular e estrutura óssea são
ainda mais visíveis. A diferença na quantidade e qualidade da musculatura que reveste
a paleta e o ante-braço do animal A é extremamente superior em relação à do animal
B. A abertura de peito do animal A, por ser maior, proporciona, seguramente, esse
melhor revestimento muscular. Estudos têm mostrado uma grande correlação positiva
entre a abertura de peito e o arqueamento de costelas, características que devem
ser perseguidas na busca do animal ideal.
Vistos de trás, o desenvolvimento das massas musculares dos posteriores dos dois
animais são visivelmente diferentes. O maior volume e comprimento das peças musculares
do animal A, sustentado por uma estrutura óssea forte e bons ligamentos, deve ser
a referência na busca do animal produtor de carne. A cobertura muscular da garupa
superior no animal A deve-se, em parte, pelo maior afastamento das extremidades
isquáticas, proporcionando maior área para desenvolvimento das massas musculares
dessa região. Observando-se o contorno das massas musculares da musculatura da coxa
(coxão duro-por fora, e coxão mole-por dentro), nota-se maior convexidade, revelando
maior quantidade de músculos no animal A em relação ao animal B.



As figuras de 11 a 13 mostram uma variação gradual da musculatura
que reveste o posterior dos animais. Quanto mais abundante e definida for a musculatura,
maior será a quantidade de carne produzida. Observar que a ossatura acompanha,
proporcionalmente, o aumento das massas musculares.

As figuras de 14 a 23 mostram, sequencialmente, dentro de cada raça, os animais
biótipos referência (A) e animais de menor desenvolvimento muscular
(B) não desejáveis à seleção, vistos de frente.
Observar que, respeitados os padrões raciais, todas as raças, cuja
proposta é produzir carne, devem apresentar uma musculatura sólida
e desenvovida. Basicamente e independente da raça, procuram-se animais com
boa amplitude torácica, revestimento muscular da paleta e ante-braço
mais evidenciados e aprumos corretos. No conjunto, os animais referência apresentam
características de maturidade sexual mais acentuadas, o que confere a este
tipo de zebuíno um ciclo de crescimento e acabamento mais precoces.


As figuras de 24 a 31 mostram os animais biótipos referência (A) e
os animais de desenvolvimento menos desejáveis (B) para cada uma das raças,
quando observados de perfil. Excetuando-se as características morfológicas
típicas de cada raça quanto à maior ou menor convexidade e
comprimento do culote, a relação de linhas e formas nos animais referência
é praticamente a mesma. A proporcionalidade da medida do vazio sub-esternal
com o comprimento das costelas é um dos parâmetros a serem considerados.
Animais com membros muito longos e costelas curtas, pouco arqueadas, estão,
via de regra, associados a desenvolvimento muscular pobre e mais tardio. Por outro
lado, extremos não são desejáveis: animais com membros muito
curtos e muito profundos tendem a produzir carcaças com maior deposição
de gordura. O equilíbrio entre estas duas medidas é fundamental. Outra
região de importância é o comprimento e a largura de toda a
região dorso-lombar. A garupa, também deve ser comprida, larga e ligeiramente
inclinada.


